Grupo: Eterno Aprendiz
Componentes: Neci de Sousa Alves
Gileide Medeiros de Oliveira
T08a- Juazeiro do Norte-Ce
Tutora- Joana Darc Alves Dantas
Segundo o texto de Maria Lúcia Toledo Moraes Amiralian a partir da década de 70 especialistas começaram a se preocupar com uso efetivo da visão, esses estudos se desenvolveram na área médica, educacional e tecnológica. Classificaram a deficiência visual em dois grupos distintos: os cegos e aqueles com baixa visão. Consideravam cegos aqueles que apresentavam acuidade visual entre 0 e 20/200 pés no melhor olho após correção máxima, ou que tinha um ângulo visual restrito a 20º de amplitude. A cegueira de divide em cegueira congênita que é a ausência da visão manifestada durante os primeiros anos de vida e a cegueira adventícia que é a perda da visão de forma imprevista ou repentina. A baixa visão é considerada uma dificuldade visual de graus variáveis que causa incapacidade funcional e de diminuição do desempenho visual. Segundo especialistas, esta incapacidade não está relacionada apenas aos fatores visuais mas é influenciada pela reação das pessoas a perda visual, e aos fatores ambientais que interferem no seu desempenho.
Com base nas leituras indicadas sobre a deficiência visual e o caso Guilherme proporcionou refletirmos sobre o que devemos observar no aluno com deficiência visual para melhor desenvolver atividades que contemple o seu déficit de aprendizagem em diferentes ambientes, considerando suas habilidades, estimulando a sua participação no convívio escolar, familiar e diferenciar cegueira da baixa visão com fundamentação teórica.
Percebe-se que o aluno Guilherme encontra-se fora de faixa a série em curso, vem de uma família desestruturada, sem recursos financeiros para melhor acompanhamento clínico e que sua dificuldade de aprendizagem é consequência da situação familiar relatada, tudo se torna difícil não só pela deficiência pois segundo o caso, Guilherme já usa óculos, reconhece cores e objetos, apresenta ainda dificuldades em identificar as pessoas a distancia, manusear tesouras, fazer encaixe, abrir e fechar portas, caixas e latas, tem facilidade para interpretar oralmente texto.
De acordo com o relato seu comportamento é diferente em sala de aula comum, se recusa a realizar as tarefas, foge do ambiente, apresenta certa inquietação que dificulta aceitação de regras, limites e lidar com rotinas.
O que nos chama atenção é o fato percebido pela coordenadora pedagógica quando o aluno está fora de sala de aula, segundo as informações contidas no estudo de caso ela acredita que a ociosidade apresentada pelo aluno está relacionada a ausência de conhecimento específico dos professores que condicione envolve-lo nas atividades em virtude da deficiência visual.
Considerando a inteligência e habilidades do aluno faz-se necessário a realização de trabalhos coletivos, firmar parcerias que fortaleça o trabalho do professor em sala de aula comum, proporcionando momentos interativos, lúdicos e prazerosos que estimule a participação do aluno através dos mecanismos de aprendizagem possibilitando que ele manifeste interesse pela escola e assegure a sua permanência em sala de aula comum.
O professor da sala de recurso multifuncional tem a dupla função de prestar atendimento direto ao aluno e orientação e assistência aos professores da sala de aula comum, a família e os demais profissionais que atuam na escola.